De acordo com as apurações, os investigados utilizavam dados de terceiros e documentos falsificados para abrir contas bancárias. Essas contas eram, então, empregadas na contratação de operações de crédito fraudulentas, possibilitando saques indevidos dos valores liberados. O método, segundo a PF, permitia a continuidade das fraudes e dificultava a identificação imediata das irregularidades.
Na capital baiana, Salvador, equipes policiais cumpriram medidas judiciais em diferentes bairros de forma simultânea. Também foram executados mandados de busca e apreensão nos municípios de Camaçari e Lauro de Freitas, na Região Metropolitana, além de Paulo Afonso, no norte do estado, e Itabuna, no sul da Bahia, ampliando o alcance territorial da operação.
Conforme estimativa preliminar da Polícia Federal, o prejuízo causado pode chegar a aproximadamente R$ 1,2 milhão. O material apreendido será analisado para aprofundar a identificação de outros possíveis envolvidos e dimensionar a extensão total dos danos.
Ainda segundo a corporação, a Operação Hydra contou com contribuição relevante de informações sistematizadas pela área de Inteligência de Segurança da Caixa, consideradas essenciais para o entendimento da dinâmica do esquema e para a individualização das condutas investigadas. As investigações permanecem em andamento.
